A Polícia Civil deu início à fase preliminar da perícia técnica no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, após o incêndio que atingiu o centro comercial e provocou danos significativos em áreas internas. A apuração busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao início das chamas e avaliar a extensão dos prejuízos estruturais e materiais.
Equipes de peritos estiveram no local para realizar os primeiros levantamentos, mas o trabalho precisou ser interrompido diante das condições adversas encontradas. A temperatura interna chegou a cerca de 70 graus, tornando inviável a permanência prolongada dos profissionais nas áreas mais afetadas. Além do calor intenso, os técnicos relataram grande quantidade de fuligem, destroços espalhados e risco de queda de estruturas internas, o que exigiu cautela redobrada durante a vistoria.
Mesmo sem a conclusão da perícia, os especialistas conseguiram avançar na etapa inicial de reconhecimento do terreno. Nessa fase, foram identificados os pontos considerados sensíveis para a investigação, que agora permanecem isolados e preservados para análises posteriores. Entre as áreas interditadas estão a loja Bell’Art, seu entorno imediato e a região do primeiro piso logo acima do estabelecimento, que inclui mais de dez unidades comerciais.
A investigação está sob responsabilidade da 19ª DP, que conduz o inquérito para apurar as causas do incêndio e eventuais responsabilidades. De acordo com a Polícia Civil, a preservação dos locais atingidos é fundamental para garantir a integridade das provas e permitir uma avaliação técnica mais precisa quando as condições de segurança forem restabelecidas.
O incêndio gerou preocupação entre lojistas, funcionários e frequentadores do centro comercial, um dos mais tradicionais da região da Tijuca. Além dos danos materiais, o episódio levantou questionamentos sobre protocolos de segurança, sistemas de prevenção e resposta a emergências em grandes empreendimentos comerciais.
Segundo investigadores, a continuidade da perícia dependerá da redução da temperatura interna e da estabilização das estruturas afetadas. Somente após essas condições serem atendidas será possível avançar para análises mais detalhadas, como a identificação do ponto exato de origem do fogo, a verificação de falhas elétricas ou mecânicas e a avaliação do comportamento dos materiais atingidos pelas chamas.
Enquanto isso, áreas do shopping seguem interditadas, e o funcionamento do centro comercial permanece parcialmente comprometido. A administração do empreendimento acompanha o trabalho das autoridades e aguarda a liberação técnica para iniciar intervenções de limpeza, reparo e eventual reabertura das áreas afetadas.
Especialistas em segurança contra incêndios destacam que perícias desse tipo costumam ser complexas, especialmente quando há altas temperaturas residuais e comprometimento estrutural. A prioridade, segundo eles, é garantir a segurança das equipes envolvidas e preservar evidências que permitam uma conclusão técnica confiável.
A Polícia Civil reforça que as investigações seguem em curso e que novas diligências serão realizadas assim que houver condições adequadas. O resultado da perícia será determinante para esclarecer as causas do incêndio e orientar possíveis medidas administrativas, civis ou criminais decorrentes do ocorrido.