Pós/Punk Ou Cyber-Agreste/Profundo
CARUARU, PE | Entre estradas, comunidades, paisagens rurais e urbanas, memória popular e imaginação literária, o professor, poeta e escritor Iram F. R. “Bradock”, também conhecido como Bradock Poeta, realiza uma verdadeira peregrinação pelo território de Caruaru e apresenta ao público seu novo trabalho literário: Rita de Vênus [Pós/Punk Ou Cyber-Agreste/Profundo].
A proposta dialoga diretamente com a identidade do Agreste pernambucano, transformando território, deslocamento e memória em matéria-prima para a literatura.
Caruaru possui quatro distritos administrativos: Caruaru, Carapotós, Gonçalves Ferreira e Lajedo do Cedro. Essa configuração territorial está registrada pelo IBGE e permanece como referência da divisão distrital do município.
UMA PEREGRINAÇÃO LITERÁRIA
Mais do que simplesmente percorrer estradas, a proposta de Bradock transforma o deslocamento pelos quatro distritos em uma espécie de peregrinação literária.
De um lado, existe o Caruaru real, com suas comunidades, estradas, feira, paisagens, costumes e histórias. Do outro, existe o território imaginário construído pelo escritor, onde o Agreste pode ganhar novas camadas e se transformar em cenário de ficção científica, horror, pós-punk, fantasia e cyberpunk.
É nesse cruzamento entre realidade e imaginação que surge Rita de Vênus.

RITA DE VÊNUS: QUANDO O AGRESTE ENTRA NO CYBERPUNK
Rita de Vênus apresenta um universo ficcional em que o povoado, a estrada, a assombração, a memória e a tecnologia convivem em uma mesma paisagem…
Na obra de Iram/Bradock, o interior pernambucano não aparece como um lugar congelado no passado. Pelo contrário. O Agreste Profundo pode possuir antenas, new/redes, hologramas, inteligência artificial, fantasmas digitais, máquinas, sinais misteriosos e personagens que transitam entre o mundo físico e o virtual.
É o que o autor denomina Cyber-Agreste/Profundo. A expressão funciona como uma espécie de ponte entre duas paisagens aparentemente distantes: o sertão/agrestado cotidiano e o imaginário tecnológico do futuro.
QUATRO DISTRITOS, UMA CARTOGRAFIA
A peregrinação pelos quatro distritos pode ser compreendida também como uma cartografia afetiva e literária de Caruaru…
Carapotós representa uma das portas dessa caminhada.
Gonçalves Ferreira surge como outro território de passagem e observação.
Lajedo do Cedro acrescenta à jornada sua própria paisagem e identidade…
E a sede de Caruaru, centro urbano e cultural do município, fecha esse circuito territorial.
A própria documentação municipal e do IBGE confirma essa configuração de quatro distritos…
Nesse percurso, cada estrada pode carregar uma história. Cada povoado pode esconder uma personagem. Cada paisagem pode alimentar um conto.
E, na literatura de Bradock, até uma simples antena pode acabar tendo opinião própria.
DO PROFESSOR AO ESCRITOR
A trajetória de Iram F. R. “Bradock” atravessa diferentes linguagens. Professor, poeta, letrista, contista e romancista, o autor construiu uma produção marcada pela experimentação e pela aproximação entre literatura, música, cultura popular e imaginário nordestino.
Sua escrita transita entre poesia, narrativa fantástica, horror, ficção científica, literatura marginal, pós-punk e cyberpunk.
Essa mistura produz uma linguagem própria, na qual elementos aparentemente incompatíveis podem dividir a mesma página.
Mandacaru e neon.
Feira e inteligência artificial….
Assombração e tecnologia…
Poesia e ruína…
Agreste e retro/futuro.
UM LIVRO NASCIDO DO PROTO/TERRITÓRIO
Em Rita de Vênus, o território deixa de ser apenas cenário…
Ele passa a participar da narrativa…
O povoado torna-se personagem. A estrada pode guardar memória. A tecnologia pode carregar fantasmas. E aquilo que parece uma paisagem comum pode esconder uma segunda realidade.
Essa é uma das características do projeto literário de Bradock: transformar referências do cotidiano nordestino em matéria para uma ficção que não precisa escolher entre tradição e futuro.
O autor cria, assim, uma espécie de Nordeste pós-punk, onde o passado não desaparece diante da tecnologia. Ele se conecta a ela.
A LITERATURA COMO PEREGRINAÇÃO
A caminhada pelos quatro distritos ganha, dessa maneira, uma dimensão simbólica.
Peregrinar significa atravessar espaços, observar pessoas, registrar paisagens e acumular histórias.
Para um escritor, significa também carregar tudo isso para dentro da ficção…
A estrada percorrida hoje pode virar conto amanhã.
Uma conversa pode virar personagem…
Uma paisagem pode virar capítulo…
Uma lembrança pode virar assombração…
E uma cidade pode acabar se transformando em outro lugar…
Talvez seja justamente aí que esteja a essência de Rita de Vênus.

O AGRESTE NÃO TERMINA NA ESTRADA
A proposta de Iram F. R. “Bradock” amplia o imaginário sobre a literatura produzida no interior de Pernambuco.
Ao invés de apresentar o Agreste somente através de imagens tradicionais, o autor experimenta uma linguagem capaz de incorporar as transformações tecnológicas e culturais do presente.
O resultado é uma literatura que olha para o futuro sem abandonar a poeira da estrada.
Rita de Vênus [Pós/Punk Ou Cyber-Agreste/Profundo] surge, portanto, como mais uma peça de um universo literário em expansão.
Uma viagem que começa em Caruaru, atravessa seus quatro distritos e termina em um território que talvez não esteja em nenhum mapa…
Ou talvez esteja.
Só que ainda não foi encontrado.
RITA DE VÊNUS
Pós/Punk Ou Cyber-Agreste/Profundo
Por Iram F. R. “Bradock”
Blog BPN | Redação Bradockiana
“O Agreste não ficou parado no tempo. Ele apenas encontrou outra frequência.”
https://share.google/3CiJCyQKTVouWVBNe
https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/o-fantasma-do-alto-do-moura-agreste-punk/K102090555M
https://agreste-cyberpunk-bazaar.lovable.app/
https://jornalpernambuco.com.br/autor-caruaruense-chega-a-marca-historica-de-500-publicacoes/
